De "não dá para fazer porque falta X" a "dá para fazer se tivermos X": a resourcefulness empreendedora
Este artigo foi traduzido automaticamente do japonês por uma IA (Claude). Pode conter erros. Ler o artigo original em japonês.

Se fosse preciso destacar uma forma de pensar própria dos empreendedores de startups, creio que seria a "atitude e a habilidade especiais em relação aos recursos".
Neste artigo, apresento essa atitude e essa habilidade em conjunto como a "resourcefulness empreendedora".
Aproveitamento de recursos
Os empreendedores começam um negócio com poucos recursos (pessoas, coisas, dinheiro etc.), mas, apesar disso, conseguem obter grandes resultados. Isso acontece porque sabem aproveitar os recursos de forma eficaz e alocá-los estrategicamente.
E não é só isso. Os empreendedores usam os recursos de maneira criativa. Por exemplo, ao tentar testar uma hipótese criando um produto mínimo necessário (MVP), em vez de aperfeiçoar o produto por completo para só então validar a hipótese, eles criam um MVP do tipo concierge (um MVP em que pessoas prestam o serviço no lugar do produto) com o mínimo de dinheiro e tempo, validando a hipótese rapidamente.
Às vezes também combinam vários recursos para realizar mais. Pode-se dizer que se viram de forma improvisada, como um bricoleur, combinando com engenhosidade o que já têm à mão.
Com essas diversas formas de aproveitamento, os empreendedores conseguem fazer Doing more with less (realizar mais com menos).
O fato de conseguirem aproveitar os recursos de forma eficaz, usá-los de modo criativo e combiná-los, como descrito até aqui, vem de saberem avaliar o potencial dos recursos que têm em mãos e de serem hábeis em utilizá-los bem. Não se limitam a perceber pessoas, coisas e dinheiro como recursos genéricos: eles têm uma percepção e uma avaliação próprias dos recursos e, a partir disso, uma atitude e uma habilidade para utilizá-los de maneira ativa, o que, acredito, pode servir de referência para muitas pessoas.
Obtenção de recursos
Os bons empreendedores não são apenas hábeis em usar recursos, mas também são competentes em obtê-los de fora.
Quando queremos realizar algo, é comum que faltem dinheiro ou pessoas. Normalmente, só pensamos em "dar um jeito com engenhosidade dentro dos limites do orçamento disponível". Ou seja, pensamos na solução ótima dentro das restrições.
Os empreendedores, porém, captam recursos, pedem ajuda a alguém e obtêm de fora recursos adicionais, abrindo um caminho para realizar o que pretendem. Financiamentos e investimentos são os exemplos mais típicos. Eles pensam além do quadro de restrições e, de algum modo, conseguem reunir os recursos necessários para concretizar ideias que o ultrapassam.
Por assim dizer, os empreendedores, em especial os que atuam em startups de alto crescimento, praticam o Doing more with more (realizar mais com mais). Uma conhecida definição de empreendedorismo do professor Stevenson é "perseguir oportunidades além dos recursos que se controlam", e é justamente "ir além dos recursos" a qualidade e a atitude que se exigem de um empreendedor.
Em outras palavras, é uma mudança de mentalidade: em vez de pensar "não dá porque falta X", pensar "dá se tivermos X". Ao adotar essa ideia no dia a dia, as opções que podemos considerar devem aumentar bastante.
Aproveitamento e obtenção formam um ciclo
Embora a captação de recursos externos seja importante, isso não significa que um bom empreendedor seja alguém que fica pedindo "me dê recursos".
O que se precisa para obter recursos de fora é confiança. Por exemplo, quando há crédito financeiro, histórico como pessoa e relacionamentos, a confiança aumenta e, ao alavancá-la, o risco percebido pelos outros diminui, permitindo captar grandes recursos externos.
Os resultados operacionais são um ótimo fator para aumentar essa confiança. Mas, para construir um histórico a partir do nada, é preciso realizar algo com poucos recursos. Isto é, é preciso praticar o Doing more with less e ter sucesso nele.
O que se conclui daí é que os empreendedores
- Doing more with less - aproveitamento de recursos
- Doing more with more - obtenção de recursos
executam ambos de forma adequada, fazendo girar o ciclo de aproveitamento e obtenção.
A "atitude em relação aos recursos" necessária para realizar coisas maiores não se resume ao Doing more with less, que tende a ficar na economia e na eficiência: é alavancar a confiança obtida com ele para praticar o Doing more with more e repetir esse processo.
É como a fábula do "milionário da palha". Ao obter algo, o empreendedor o alavanca para alcançar o resultado seguinte e, com esse resultado, faz a captação seguinte. É exatamente esse ciclo que as startups de alto crescimento percorrem ao captar recursos em etapas.
Muitas pessoas também podem exercer a resourcefulness empreendedora
Penso que esse aproveitamento e essa obtenção de recursos também não são exclusivos dos empreendedores.
Por exemplo, mesmo dentro de uma grande empresa, ao distribuir o orçamento ou alocar pessoas, um bom gerente tentará obter mais recursos. Em alguns casos, poderá se unir a departamentos relacionados para ampliar o orçamento. Também poderá tentar realizar algo maior obtendo apoio externo.
Tendemos a encarar as restrições de recursos como restrições imutáveis. Mas nem sempre é assim. Além de, naturalmente, usar bem os recursos, ao tentar realizar mais do que isso, conhecer a ideia de que "se faltam recursos, basta ir buscá-los" tende a ampliar a nossa forma de pensar.
Se chamarmos de "resourcefulness empreendedora" essa atitude e essa habilidade ativas em relação aos recursos, poderemos dizer que ela é uma forma de pensar que muitas pessoas podem aproveitar bem.
Conclusão
A resourcefulness empreendedora é uma atitude proativa em relação aos recursos: um método para gerar o máximo de resultados a partir de recursos limitados e alavancar esses resultados para realizar coisas ainda maiores.
Sua prática exige também habilidades avançadas, mas, por outro lado, acredito que, só de saber que existe essa forma de pensar, é possível exercer a resourcefulness em diversas situações, e foi por isso que escrevi este artigo.
Observação complementar
O Journal of Business Venturing de 2021 traz uma edição especial sobre resourcefulness empreendedora. Em um dos artigos, a resourcefulness empreendedora é definida como "comportamento que rompe fronteiras para obter e implantar recursos de maneira criativa, a fim de criar e capturar valor novo ou inesperado".
Além disso, no que diz respeito ao aproveitamento de recursos, em especial à reconfiguração, creio que isso também se liga ao tema das capacidades dinâmicas.
Quanto à resourcefulness fora do âmbito acadêmico, penso que gostaria de publicar um livro, se for possível…